quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Forever alone

Sempre gostei, ou pelo menos nunca me importei, com o fato de ficar sozinha (em casa). Talvez com certeza porque a maioria das vezes em que estive/morei acompanhada foi mais desagradável que agradável, mas isso não vem ao caso.
Acho engraçado, como as pessoas estranham o fato de alguém morar sozinho em uma casa, mesmo tendo família, no meu caso pessoas que possuem o mesmo sangue, morando próximos.
Cheguei a ouvir de uma pessoa que se casou porque não queria mais morar com a mãe, mas não iria morar sozinha. Achei tão triste. Mas ela se acha feliz e quem sou eu pra duvidar, não é mesmo?
Na minha opinião, quem não suporta o fato de ficar sozinho é porque, na verdade, não é uma boa companhia. Nem pra si próprio.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

É proibido falar pouco

Está decretado: é proibido falar pouco.
Quem fala pouco, ou simplesmente não fala o tempo inteiro pelo olho e pelo nariz é um ser diferente. Infeliz, inibido, antipático, e tantas outras denominações que os faladores de plantão costumam dar.
Convivemos com pessoas de todo tipo, que geralmente falam o dia inteiro. Mas falam o que? Em geral, o que ouço são comentários maldosos da vida alheia (claro, quando o alvo está de costas). Evidente que não é só isso, mas posso garantir que chega a uns 70% do falatório.
E quem não partilha dessa necessidade louca de falar dos outros ou de si mesmo, mostrando o quanto tem qualidades (porque ninguém fala de seus defeitos) é o "quietinho".
Tenho ojeriza de quem usa esse termo, que somente é utilizado no sentido pejorativo...
A sociedade precisa de mais gente que fale sem parar?
O quanto das palavras que são soltas ao vento todos os dias contribuem para a melhoria das relações humanas?
Quantas são sinceras, são desejando o bem, são ditas de coração?
Mas pelo jeito o importante não é isso. O importante é receber de fora os aplausos e a admiração que não se tem nem no próprio interior.
Deve ser por isso que falam tanto. Pra não ouvir a voz que fala dentro.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Um tapinha não dói

Quase desisti de escrever sobre isso depois de ver que o Beto também já tinha escrito. Pura bobagem minha, mas só pra constar, não estou imitando/copiando.
Aprovaram na Câmara a "lei da palmada", ou "lei da não palmada". A única coisa que sou contra nisso é que esse assunto precise ser regulamentado por lei. Mas o ser humano ainda age assim, ignorando aquilo que não está obrigado a fazer.
Estava discutindo o assunto com um colega de trabalho, quando percebi o quanto esse tipo de violência, eufemisticamente (não sei se essa palavra existe) chamada de "palmada", possui aceitação da população em geral.
Na minha humilde opinião, a palmada nada mais é do que a preguiça de educar. Evidente que vai dar mais trabalho conversar, explicar e dialogar com uma criança até que ela aprenda o que pode/deve ou não fazer do que dar um tapinha e "ensinar" o que é certo ou errado por meio da dor física.
Ok, não vai machucar, não vai sequer deixar marca. Mas vai ensinar ao pequeno que, em algum momento da vida, a violência é permitida e, mais do que isso, é indicada.
Uma pena o assunto ser tratado na esfera do Poder Legislativo. Uma pena a bancada evangélica ser contra. Uma pena a repercussão negativa na imprensa. Uma pena sermos ainda tão primatas.

sábado, 26 de novembro de 2011

Antes tarde que mais tarde

O post vai sair desatualizado, mas a vontade de escrever tinha fugido de mim. Na verdade, continua fugindo, mas estou disposta a resgatá-la nem que seja na marra.
Me desculpem se vocês lerem muitas besteiras e chatices aqui ou no twitter, mas prometo me esforçar pra escrever melhor.
O post de hoje, mesmo muito atrasado, é sobre Ouro Preto, a pedido da Kamila, que pediu pra eu mostrar um pouquinho dos pontos turísticos da viagem transmitida ao vivo pelo twitter no início deste mês.
Viajei no final de semana que antecedeu o feriado de 02/11. Tinha pouquinhos dias pra aproveitar, mas uma vontade enorme de conhecer a cidade. Surgiu uma oportunidade e parti sem pensar duas vezes.
A aventura começou bem antes de sair de Santa Catarina, pois eu teria que ir de carro sozinha pra Floripa pela primeira vez (não, nunca tinha sequer entrado dirigindo na capital). Me enchi de coragem e me joguei na via expressa. Cheguei ao aeroporto sã e salva, felizmente.
Chegando em BH no aeroporto de Confins, é preciso pegar um ônibus para a rodoviária (a não ser que você queira gastar de táxi o dobro do que gastou com passagem aérea). Como eu já tinha feito o trajeto uma vez no ano passado, não perdi tempo procurando informações e locais certos. Etapa super tranquila.
No caminho para a rodoviária, eis que o bagageiro do ônibus abre (por sorte num local de pouco movimento e quando estava em baixa velocidade), espalhando pela rua várias malas dos passageiros. Nesse momento agradeci por ser uma pessoa econômica para arrumar as malas e estar com a minha pequenininha ali do lado de dentro.
Ao chegar na rodoviária duas coisas urgentíssimas a se fazer: 1) comprar a passagem para Ouro Preto, 2) comprar um gatorade pra hidratar, pra evitar desmaios né?
Com exceção da chuva de granizo e do ônibus sem ar condicionado, a viagem de 95 km pra Ouro Preto foi tranquilíssima. Estrada Real cheia de paisagens lindas pra admirar. Vale a pena fazer o percurso de carro e com tempo.
Como já estava quase anoitecendo quando cheguei na pousada, só dei uma voltinha rápida na Praça Tiradentes e, claro, fui comer uns pãezinhos de queijo mineiros, que não sou boba, e deixei pra explorar mais a cidade no dia seguinte.
Vista parcial da Praça Tiradentes:

No dia seguinte, quando saí cedo para andar pela cidade e claro, fotografar tudo, minha câmera simplesmente estragou, e tive que tirar fotos somente pela câmera do celular... mas não seria isso que me tiraria o humor naquele momento único naquela cidade linda.
Uma dica pra quem um dia decida se aventurar por lá: esteja preparado fisicamente. Qualquer passeio consiste em andar a pé, e subir/descer muita ladeira de rua de pedra (calçado confortável indispensável)
O que mais tem, claro, é igreja. Me contentei em visitar a que guarda a obra de Aleijadinho, já que a arte sacra por si não me atrai muito.
Igreja Nossa Senhora do Carmo:


Do lado de dentro é proibido tirar fotos, mas garanto que é tudo lindíssimo! A gente não cansa de admirar cada detalhe dourado, cada pintura, cada escultura... são perfeitos mesmo.
Além das igrejas, cada rua da cidade é uma atração à parte. Da pra respirar história transitando em meio aos casarões construídos séculos atrás.
Muitos dos restaurantes são instalados em antigas senzalas, em sótãos, em porões... você vê uma portinha de madeira e não imagina o que vai encontrar do lado de dentro, mas dificilmente irá se decepcionar. A comida é deliciosa, e os doces de leite dos armazéns são divinos (trouxe vários... rs)
A cidade recebe um número incrível de turistas, pelas ruas você encontra pessoas de todas as nacionalidades, e de todas as idades também. E eles são muito bem preparados para isso.
Pra quem gosta (e tem condições), é um lugar excelente pra comprar jóias. Deve ter umas três joalherias em cada quarteirão, e com peças maravilhosas. Não entrei em nenhuma delas pra comprar ou perguntar preço por motivos óbvios...
Bom, pro post não ficar muito gigante, vou parar por aqui e colocar umas fotinhos das poucas que tirei com o celular, pra talvez deixar vocês com vontade de conhecer esse lugar que eu adorei.







domingo, 13 de novembro de 2011

O porquê de eu não gostar de UFC

Primeiro, o que é UFC?
Segundo a wikipédia, Ultimate Fighting Championship. E daí? Daí, pra começar, que a gente tá no Brasil, né...
Anglicismos à parte, porque a maioria das pessoas que se tornaram fãs recentemente não conhece mesmo o significado da sigla, acho que há sangue demais pra ser considerado esporte.
Claro que as pessoas se machucam, e muitas vezes sangram, em diversas modalidades esportivas. Mas daí a ser esse o objetivo principal, já são outros quinhentos.
Não consigo achar que duas pessoas se esmurrando sejam atletas. Pode ser preconceito ou mesmo ignorância minha, mas não consigo.
Além do asco pela violência, mesmo numa modalidade esportiva, tem o fato de o negócio todo só ter se popularizado porque o Ronaldo empresaria os lutadores e a Globo divulga. Apareceu na Globo, todo mundo adora.
Se o pessoal que hoje não perde uma luta gostasse mesmo, gostaria antes de começar a passar na Globo e antes de o Anderson Silva ser garoto-propaganda de diversas marcas, não é mesmo?
Enfim, não gosto de ver gente toda quebrada na minha frente e não gosto do frisson vendido pela globo e comprado sem análise crítica nenhuma.
Podem me chamar de chata.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Adeus, queijos!

Em consulta e exames de rotina na última semana com médico que cuida da minha enxaqueca, veio a triste notícia: sou intolerante à lactose.
Eu, que sempre amei queijo acima de quase todas as outras coisas.
Eu, que não passo um dia sequer sem mordiscar meu chocolatinho.
Eu, que adoro acordar de manhã e tomar meu nescafé com leite bem quentinho, pão com manteiga, requeijão, queijo e... bom, quase tudo o que costumo consumir, que é também o que mais gosto, é derivado do leite. Elemento agora proibido pra mim.
Recebi a notícia do médico quase como quem recebe uma sentença de morte. Me controlei para não desabar a chorar ali mesmo, no consultório. Pensei em quantos iogurtes, pizzas, sanduíches, sobremesas iria ter que evitar dali pra frente. Uma palavra: tristeza!
Adeus, meus bons queijo. Foi bom enquanto durou.

sábado, 25 de junho de 2011

Macho Man

Macho Man. Mais um desserviço que a Rede Globo presta à sociedade.
Há tempos observo o modo como a emissora retrata os gays em seus trabalhos e posso afirmar sem qualquer receio que ela os apresenta de forma tão (ou mais) preconceituosa que a própria emissora do bispo.
Não pela primeira vez, temos um gay convertido, mesmo que não completamente convencido disso.
Já aconteceu em várias novelas, seriados e até em BBB.
De repente o gay decide que vai ser hetero. Ou então, uma mulher insiste tanto que acaba conseguindo 'transformá-lo'. Aí sim, vivem felizes para sempre.
É o politicamente correto mais dissimulado da televisão brasileira.
Plim plim.